Verão sem gordurinha no abdome

No verão, as preocupações com a estética corporal se acentuam. Um dos incômodos que mais tiram o sono de homens e mulheres é a flacidez da pele, principalmente na região abdominal.

É preciso cautela e acompanhamento médico adequado para lidar com este incômodo. Um dos procedimentos adotados pelo cirurgião Juan Sánchez é a dermolipectomia abdominal.

A utilização da técnica é indicada nos casos em que, graças à gravidez ou às alterações no peso corporal, o abdome se torna mais distendido, flácido e com pele redundante.

Também podem estar associados a esses distúrbios o aparecimento de estrias e a acumulação de gordura localizada. Uma vez que o procedimento remove quantidades de pele e de gordura, ocorre certa redução no peso corporal, que varia conforme o volume do abdome de cada paciente.

No entanto, o resultado estético não é determinado pela quantidade de gordura removida, mas pela adequação do tamanho do abdome ao restante do corpo.

É normal que as mulheres apresentem certa flacidez do abdome depois de um ou mais partos, com predominância de pele sobre a quantidade de gordura localizada na região.

Estes casos permitem excelentes resultados. Em outros casos, em que o paciente está com o peso acima do normal, o resultado também será compensatório e proporcional ao restante do corpo.

Mas vale lembrar que o excesso de gordura em outras regiões vizinhas do abdome permanecerá, o que leva à necessidade de um tratamento clínico ou fisioterápico, para equilibrar as diversas partes entre si.

MAS E A CICATIRZ?

A cicatriz resultante da dermolipecitomia fica acima dos pelos pubianos, na posição horizontal. A extensão vai depender do volume de abdome a ser corrigido.

Mas fique tranquilo! Esta cicatriz é planejada para ficar disfarçada sob as roupas de banho. Quanto aos períodos de evolução, até o 30º dia, a cicatriz apresenta-se com aspecto excelente e pouco visível. Alguns casos apresentam discreta reação aos pontos ou ao curativo.

Do 30º dia até o 12º mês, haverá espessamento natural da cicatriz, bem como mudança na tonalidade de sua cor, que vai, aos poucos, clareando.

Do 12º ao 18º mês, a cicatriz começa a tornar-se mais clara e menos consistente, atingindo um aspecto definitivo. Qualquer avaliação do resultado definitivo da cirurgia do abdome deverá ser feita após este período.

MUDARÁ O ASPECTO DE MEU UMBIGO?

Não. O próprio umbigo do paciente será transplantado e, quando necessário, remodelado pelo cirurgião plástico. Deve-se levar em conta que, circundando o umbigo existirá uma cicatriz que sofrerá a mesma evolução da cicatriz inferior (descrita no texto anterior).

Várias técnicas existem para a reimplantação do umbigo. Todas elas são passíveis de futuras revisões cirúrgicas, caso venha a ser necessário. Isto acontece em decorrência da anomalia na evolução cicatricial de certas pacientes.

E é passível de correção, mediante uma pequena cirurgia sob anestesia local, após alguns meses. De modo geral, esta cirurgia não traz sérias complicações, desde que realizada dentro de critérios técnicos.

PROCEDIMENTO SIMPLES

Esta cirurgia dura, em média, de 90 a 120 minutos. Este período poderá ser prolongado, se o caso demandar. O tempo de permanência do paciente no ambiente de Centro Cirúrgico pode ser maior, pois esta permanência envolve também o período de preparação anestésica e recuperação pós-operatória.

A internação vai de um a três dias. A retirada dos pontos poderá ser iniciada em torno do 8º dia, devendo ser feita de maneira seletiva, nos dias que se seguem.

Raramente a retirada total passa de duas semanas. No pré-operatório, evite bebidas alcoólicas ou refeições pesadas. Evite, também, qualquer medicamento para emagrecer, que eventualmente esteja fazendo uso, por um período de 10 dias antes do ato cirúrgico. Outras orientações serão transmitidas pelo médico.