Confiança e Autoestima na Reconstrução dos Seios

O aperfeiçoamento das técnicas cirúrgicas tem permitido resultados surpreendentemente positivos quando o assunto é a reconstrução dos seios após os procedimentos de mastectomia.

Os resultados cada vez mais naturais têm devolvido às mulheres a autoestima que, em muitos casos, é bastante abalada com a necessidade de retirada dos seios.

Outra boa vantagem dos atuais procedimentos, adotados por cirurgiões plásticos experientes como o Dr. Juan Sánchez, é que o retorno às atividades cotidianas e ao convívio social é cada vez mais rápido.

A cirurgia reparadora deve ser realizada na sequência da mastectomia. Em outros tempos, era comum a remoção dos músculos grande e pequeno peitoral, dificultando a reconstrução.

Atualmente, a oncoplastia, subespecialidade da mastologia, preserva ao máxima a pele e glândula mamária. Nos tumores de até 2 centímetros, a remoção dos gânglios linfáticos das axilas só é feita em caso de comprometimento do primeiro gânglio da cadeia linfática axilar, o linfonodo sentinela, uma vez que este é um sinal de que o câncer atingiu a axila, podendo se disseminar.

Pode-se fazer um diagnóstico específico nos pontos cardinais da aréola, antes da cirurgia. Caso esteja comprometida, a axila é esvaziada.

Outro recurso é a injeção de uma substância radioisótopa, também na aréola, que permite localizar com exatidão o linfonodo.

EXAMES AVANÇADOS E BONS RESULTADOS

Os atuais exames para detecção do câncer de mama representam grandes avanços nos procedimentos a serem adotados.

Há 15 anos, praticamente 97% das pacientes com tumores de menos de 2 centímetros tinham as axilas esvaziadas, mas somente 2% a 3% tinham algum comprometimento dos gânglios linfáticos.

Hoje, para definir a extensão da cirurgia o médico tem a chance de considerar, entre outros fatores, o tipo de tumor. Naqueles com cerca de 1 centímetro, e pouca chance de recidiva local, preserva-se ao máximo a pele.

Se o tumor está afastado da aréola, e não é do tipo papilífero, que migra para dentro dela, pode-se mantê-la.

REMOÇÃO E RECONSTRUÇÃO DA MAMA

Nos casos de mulheres com alto fator de risco familiar quando o assunto é câncer de mama ou nos casos em que ela teve a doença num dos seios e quer evitar o problema no outro seio, indica-se uma MMR (Mastectomia Redutora de Risco): remoção da glândula mamária, com preservação da pele e da aréola.

Este procedimento pode ser indicado, ainda, em casos de tumores com alta incidência de bilateralidade. Depois da remoção do tumor e dos tecidos comprometidos, indica-se a reconstrução da mama feita por cirurgiões plásticos, como Dr. Juan Sánchez.

Quando a paciente é submetida à remoção da glândula mamária e de um segmento de pele, faz-se um reposicionamento do tecido mamário.

O QUE É FEITO APÓS A MASTECTOMIA?

Depois do reposicionamento do tecido mamário, citado no final do texto anterior, o volume das duas mamas é igualado, utilizando-se tecido mamário.

Em mamas pequenas, há o recurso da prótese de silicone, inserida, de preferência, abaixo do músculo e sempre nos dois lados.

A reconstrução da aréola, quando necessária, pode ser feita com a pele da face interna da coxa ou dos grandes lábios, com uma faixa de tecido da aréola do seios que não está doente, com micropigmentação, criando-se o relevo do novo mamilo com silicone ou, ainda, utilizando a cartilagem da orelha.

Nas cirurgias em que há grande retirada de pele, recorre-se ao músculo grande dorsal, nas costas, para preencher o local e proteger um futuro implante de silicone.